500 mil pessoas acendem as luzes da ribalta: Parabns CTE

Quarta, 26 de Junho, 2019

A 18 de junho de 2005 acendiam-se os projetores do palco do CTE para receber uma programação regular, com um oferta cultural diversificada e abrangente que, nas palavras da Vereadora da Cultura, Isabel Simões Pinto, “é um orgulho e continua a captar e a formar novos públicos, e a agradar aos que já nos são fiéis, afirmando, claramente, Estarreja como um polo cultural.”

O público afirmou este sucesso, pois quando há bons espetáculos, há salas esgotadas e cheias de entusiasmo, de energia e de expectativa. Volvidos 14 anos fazem-se as contas: quase meio milhão de espectadores e quatro mil eventos. Só no ano passado, o CTE acolheu 31064 espectadores e recebeu 185 espetáculos.

A veia artística dos nossos

Subiu-se a cortina e deu-se espaço a uma política cultural que privilegia a formação de públicos e a qualificação da oferta cultural, que tem levado ao incremento de práticas e consumos culturais, num exercício de verdadeira democratização da cultura, e tem permitido ainda a valorização do território e dos agentes culturais, educativos e criativos do concelho.

Nesta sala emblemática cresceram projetos artísticos que hoje têm projeção não só nacional mas também internacional. A criação do LAC - Laboratório de Aprendizagem Criativa incrementou um serviço educativo com nova dimensão, dinâmica e abrangência. “Assente nos princípios da educação pela arte e da aprendizagem ao longo da vida, o LAC potencia o trabalho em rede, nos vários equipamentos culturais do Município, desenvolvendo atividades de fruição e intervenção artística, de estimulação da criatividade, dirigidas aos diversos segmentos de público, utilizando estratégias lúdico-pedagógicas das áreas das artes performativas e expressões artísticas”, explica Isabel Simões Pinto.

A programação cultural tem ainda como foco consolidar o sentimento de pertença através do envolvimento da comunidade, estimulando a sua criatividade e incentivando à preservação da memória e interpretação do território e do património.

A responsável pelo pelouro da cultura relembra o mais recente exemplo deste envolvimento da comunidade tão singular. “ESTEIROS é um projeto completamente transversal que contou com a participação de várias gerações, cocriadoras desta intervenção artística numa leitura sobre a nossa cidade, a nossa história local e identidade cultural.”

A aposta do Município chega também às artes performativas e à música. Surgem assim produtos culturais e artísticos de grande qualidade como o Grupo de Teatro Juvenil “Teatro do Desassossego”, o Grupo de Teatro Infantil Trama e a Orquestra de Jazz de Estarreja - Big Band Estarrejazz.

A celebração é em direto com David Fonseca, em Radio_Gemini

Esta quarta-feira, dia 19, às 21h30, para comemorar o 14.º aniversário da reabertura da maior sala de espetáculos de Estarreja, há um concerto imperdível: "Radio Gemini_Closer" de David Fonseca.

Neste concerto único há música nova para descobrir, e o público será transportado num percurso intimista pelo imaginário peculiar do cantor, num cruzamento multimédia de imagens com a sua música. Um mundo de coisas nunca antes feito nos concertos do ex-Silence 4.

Numa sala onde cabem iniciativas que vão da comédia à tragédia, da música clássica à pop, de seminários a exposições, de oficinas a masterclasses, há espaço também para os festivais. Do mundo para a cidade de Estarreja, nos dias 5 e 12 de julho, o Festim - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo importa nomes provenientes de países como Polónia e Cuba. O primeiro a chegar é o quinteto de cordas Volosi (5 de julho) e é uma estreia absoluta em Portugal. Os ilusionistas da voz, Vocal Sampling (12 de julho) vão impressionar num concerto tão potente como qualquer orquestra completa.

Os projetores continuarão acessos e as tábuas do palco guardarão muito mais memórias, porque há muito mais para fazer, para oferecer e, essencialmente, para criar. Um desafio constante e um trabalho contínuo. Em cena estará sempre Estarreja “que é reconhecida pela “sua Cultura”, desde o CTE aos grandes eventos culturais, como o ESTAU ou o Carnaval, o que tem permitido a atração de novos públicos e de turistas. Estamos, também, atentos a estas dinâmicas e preparados para responder culturalmente aos desafios do turismo”, afirma Isabel Simões Pinto.