Sex 25 Abr 21H30

FESTIVAL DE MÚSICA(s) S.I.R.E.N.E.S. - SOLUÇÕES IRREVERENTES REVELAM AO ESPECTADOR NOVOS ESTILOS SONOROS
DIA 25: 1.ª PLATEIA 10€ | 2.ª PLATEIA 8€
DIA 26: 1.ª PLATEIA 14€ | 2.ª PLATEIA 10€
PASSE GERAL: 1.ª PLATEIA 18€ | 2.ª PLATEIA 14€
BILHETES À VENDA NO CINE-TEATRO, NOS POSTOS DE TURISMO DA REGIÃO E EM WWW.PLATEIA.PT

S.I.R.E.N.E.S.

JORGE CRUZ | DEOLINDA | TUCANAS
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Jorge Cruz
Voz, Guitarra e efeitos: Jorge Cruz

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Deolinda
Voz: Ana Bacalhau
Contrabaixo: Pedro Leitão
Guitarras clássicas: Pedro da Silva Martins e Luis José Martins

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Tucanas
Percussão corporal, bidons, acordeão, cabaças, surdos, djembés, dumbas: Ana Claudia, Marina Henriques, Mónica Rocha, Sara Jonatas e Catarina Ribeiro

Jorge Cruz lança-se à estrada num espectáculo inteiramente a solo, direccionado para pequenas salas e auditórios, baseado no seu mais recente disco Poeira. Uma grande interpretação no formato “one man show”, onde Jorge Cruz cria ritmos e sons tudo in loco.

Jorge Cruz lançou o seu primeiro álbum (Sede) em 2004 e mostrou-nos que a sua música vive de momentos de inspiração e de muito talento. Sede foi um trabalho íntimo e intimista, onde se prova que as boas canções ainda fazem todo o sentido.
Com um novo trabalho (Poeira) editado em Maio de 2007, Jorge Cruz volta a apostar num conjunto de canções inspiradas, mas com uma nova roupagem, alcançando assim outros ambientes musicais.

Poeira revelou-se um dos melhores álbuns de música portuguesa do ano, e afirmou Jorge Cruz como um dos grandes compositores no panorama da música nacional.

 

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Há quem ache estranho...
Por que é que Portugal,
com um clima tão ameno,
com praias tão agradáveis,
com mulheres tão bonitas,
com tão boa comida e um vinho tão extraordinário,
tem uma música tão triste e melancólica como o fado...

- Há quem não conheça a Deolinda!

Deolinda é um novíssimo e original conceito de música popular de Portugal inspirado pelo fado e pelas raízes tradicionais da canção portuguesa. Nascido em 2006 e com um trabalho já bastante reconhecido e acarinhado pela crítica em Portugal, têm actuado um pouco por todo o país, tendo conseguido um dos melhores concertos na última edição do Festival Sons em Trânsito em Aveiro.
O sucesso deste grupo deve-se em parte, em ter encontrado uma forma nova, original e divertida de cantar o que o fado canta, sem a tradicional guitarra portuguesa e através de uma personagem fictícia chamada Deolinda. As suas canções contam pequenas histórias com personagens típicas portuguesas e cenários característicos do fado, num Portugal moderno e cosmopolita.
 

O QUE DIZEM DE MIM…

“…indispensável….”
A Trompa  -  Blog de crítica musical português

“Deolinda: os anti-Madredeus”
Mário Lopes – Jornalista e Crítico Musical
“Isto sim é Fado! A Deolinda é um dos projectos mais interessantes que os meus ouvidos conheceram.”  
atritos-sonoros.blog.pt – Blog de crítica musical português

“Deolinda, orgulhosa suburbana é um tesouro por revelar. É a Lisboa de 2007 – e José Afonso e Madredeus. Sem discos editados, já são um fenómeno!"
Mário Lopes - Jornal Público - 27 de Abril 2007

“Tem vida curta a Deolinda, mas há nela uma frescura e uma capacidade de criar canções – assim mesmo, com todas as letras, com melodias simples e versos certeiros – que nos cativam. Há nela, também, uma bem vinda capacidade de recriar imaginários tradicionais e de os retirar do lugar cristalizado onde subsistem. Mantém-lhes aquilo que do espirito não se apaga e dá-lhes vida aqui e agora...”
Mário Lopes - Jornal Público - 27 de Abril 2007

ANA BACALHAU
Nasceu em Lisboa, em 1978. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas- Português/Inglês e Pós-Graduada em Ciências Documentais, Arquivo, estuda canto com a Soprano Lia Altavilla durante dois anos. Foi membro fundador da banda de música moderna portuguesa Lupanar, com quem  participa, em conjunto com alguns dos maiores nomes da música portuguesa, num CD de homenagem a Carlos Paredes. Formou ainda um trio de Jazz de nome Tricotismo, com o qual actuou em diversos palcos.


PEDRO DA SILVA MARTINS
Nasceu em Lisboa em 1976, durante vários anos foi argumentista de séries e programas da televisão portuguesa. Fundou o grupo de música tradicional portuguesa, Bicho de 7 Cabeças, onde se destacou como autor, compositor e guitarrista.

LUIS JOSÉ MARTINS
Nasceu em Lisboa em 1978, estudou guitarra clássica em Portugal e em França com algumas das figuras mais proeminentes da guitarra a nível internacional. Formou grupos de música de câmara, música contemporânea e experimental. Actualmente é responsável pela área musical do Centro de Novas Tendências Artísticas de Castelo Branco.

JOSÉ PEDRO LEITÃO
Nasceu em Aveiro em 1979. Licenciado em Engenharia Civil, estuda contrabaixo na Escola de Jazz do Hot Clube e no Conservatório Nacional. Foi membro da Orquestra Sinfónica Juvenil e da Big Band da Juventude. Actuou em diversas formações de Jazz tendo formado um trio de Jazz de nome Tricotismo. Com a banda de música moderna portuguesa Lupanar, participa, em conjunto com alguns dos maiores nomes da música portuguesa, num CD de homenagem a Carlos Paredes.


AS MINHAS PEQUENAS HISTÓRIAS…

O FADO NÃO É MAU

Ai tristeza,
eu jurei por nunca mais cantar o fado.
Foi por amor que o calei,
por amor ao meu namorado...
“ o fado é mau
corrompe a alma com demónios,
manjericos, Santo Antónios
amores vagos e episódios
de faca e alguidar
ainda para mais é um negócio
de direita
que esta malta aproveita
para se vangloriar
fica aí no teu cantinho!”
- diz-me assim com carinho,
meu amor, para não cantar –
Meu amor, mas o destino
não se roga e fez ouvidos
moucos, ao que eu fiz jurar,
Aqui me tens a confessar:
foi apenas o destino
que é cruel e pequenino
que nos quis vir separar...   
Ai tristeza,
podem ver quebrada aqui já a promessa...
e esta voz canta a doer:
sem fado nem amor, que resta
O fado não é mau
não é um crime ou um defeito
é um emaranhado de cordões
que nos entrelaça o peito
e precisa de ser solto
corre o risco de sufoco
quem prende o fado na voz
e anda ali com aqueles nós
a apertarem na garganta
é mais rico quem o canta,
pobre, quem lhe dá prisões
Tu e eu não somos dois
meu amor, tens de pensar
que isto é pegar ou largar
são estas as condições:
tu e eu e as canções
Um peito que canta o fado
tem sempre dois corações!


NÃO SEI FALAR DE AMOR

Ó vizinho ora bom dia
como vai a saudinha?
eu não sei falar de amor...
Ó vizinho e este tempo?
a chuva dá pouco alento...
e eu não sei falar de amor...
Ó vizinho e o carteiro?
que se engana no correio...
e eu não sei falar de amor...

e soubesse eu artifícios
de falar sem o dizer
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...
a timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...
e retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar
e o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar...   
Ó vizinho e a novela?
será que ele ficou com ela?
e eu não sei falar de amor...
Ó vizinho e o respeito?
não se leva nada a peito...
e eu não sei falar de amor...
Ó vizinho então Adeus
vou cuidar de sonhos meus
que eu não sei falar de amor...

e soubesse eu artifícios
de falar sem o dizer
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...
a timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...
e retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar
e o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar...


CONTADO NINGUÉM ACREDITA

Ai contado ninguém acredita
Quando eu vou na procissão
Não há moça mais bonita
Ai contado ninguém acredita
Vão os santos pelo chão
E eu no andor da santinha
Que é milagre
Diz quem sabe
Eu não sei
Mas até a virgem mãe
Me gabou a casaquinha
Que é milagre
Diz quem sabe
Eu não sei
De tão bela até ganhei
Um altar na capelinha
Ó mas ainda não sou Deus
Para reinar aos olhos teus
Que só olham o Divino
E eu tão bela e imaculada
Só não sou idolatrada
Por quem eu mais admiro    
Ai contado ninguém acredita
Quando eu vou na procissão
Até o menino assobia
Ai contado ninguém acredita
Os homens em multidão
Fazem a mim romaria
Que é milagre
Diz quem sabe
Eu não sei
Se é das unhas que eu pintei
Se é da luz que me alumia
Que é milagre
Diz quem sabe
Eu não sei
Mas todos dizem que o meu bem
Lhes dá mais sentido à vida...
Ó mas ainda não sou Deus
Para reinar aos olhos teus
Que só olham o Divino
E eu tão bela e imaculada
Só não sou idolatrada
Por quem eu mais admiro


FADO CASTIGO

Proibissem a Saudade de cantar...
havia de ser bonito!

Entre os versos
da canção mais popular
lá ia o dito por não dito

e a guitarra sob escuta
na batuta de outras modas
esconde no trinar das cordas o pesar

e o poeta vigiado
forçado ao assobio
carpe as mágoas do destino sem mostrar

e ao calor de uma fogueira, um amigo,
com a voz mais aquecida lá entoa

que a Saudade
mais que um crime é um castigo e, prisão por prisão,
temos Lisboa...
   
Proibissem a Saudade de cantar...
havia de ser bonito!

Entre os versos
da canção mais popular
lá ia o dito por não dito

e a guitarra sob escuta
na batuta de outras modas
esconde no trinar das cordas o pesar

e o poeta vigiado
forçado ao assobio
carpe as mágoas do destino sem mostrar

e ao calor de uma fogueira, um amigo,
com a voz mais aquecida lá entoa

que a Saudade
mais que um crime é um castigo e, prisão por prisão,
temos Lisboa...


FADO TONINHO

Dizem que é mau, que faz e acontece
arma confusão e o diabo a sete
Agarrem-me que eu vou-me a ele!
não sei o que lhe faço
desgrenho os cabelos
esborrato os lábios
Se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito

e pagas as favas
eu digo, enfim,
ó meu rapazinho
és fraco para mim!”

De peito feito ele ginga o passo
arregaça as mangas e escarra pró lado
Anda lá, ó cobardolas
vem cá mano a mano!   

eu faço e aconteço
eu posso, eu mando
Se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito

e pagas as favas
eu digo “– enfim,
ó meu rapazinho
sou tão má para ti!”

Ó meu rapazinho, ai...
Eu digo assim:
Se não me seguram
dou cabo de ti!

Músicas e letras: Pedro da Silva Martins
 

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Percussão criativa no feminino: é este o cartão de visita das Tucanas. São cinco mulheres que apostaram os seus argumentos criativos na construção de instrumentos e composição de temas inspirados nas tradições portuguesas, africanas e brasileiras.

Desde 2001 têm vindo a desenvolver um projecto com novas sonoridades através da percussão, voz e acordeão. São compositoras de todos os seus temas, inspirados nas suas vivências pessoais. Utilizam o próprio corpo como instrumento, assim como bidons, acordeão, cabaças, surdos, djembés, dumbas e instrumentos que elas próprias idealizam.

Influenciado pelas suas actividades em áreas tão diversas como o Teatro, Dança ou Música Tradicional Portuguesa, o espectáculo das Tucanas tem uma forte componente cénica onde brincam e jogam com o ritmo e a harmonia dentro de um visual muito próprio, entre a sensibilidade feminina e a força rude de tocar percussão.

 

Este conjunto criativo de vozes e percussão apresenta-se agora com uma nova formação: o acordeão vem trazer uma sonoridade diferente à banda, contribuindo para a interdisciplinaridade entre os valores rítmicos da percussão e as linhas melódicas deste instrumento tão nosso.

Maria Café é o seu 1º primeiro registo discográfico gravado nos estúdios de Rui Veloso, em Vale de Lobos.

“O trabalho de estúdio foi uma experiência enriquecedora, permitindo a concretização de um sonho.”  Este sonho poderá ser partilhado por um público cada vez mais ávido de projectos com a singularidade que as Tucanas agora apresentam.

As Tucanas esperam com este trabalho dar a conhecer a sua música a outros “mundos “. 


 “Mais do que um projecto no feminino, as Tucanas são uma forma diferente de querer fazer música de percussão procurando explorar novas sonoridades e uma expressão artística original”
Agência Lusa, N Lopes, Outubro de 2002


As Tucanas iniciaram esta viagem há cerca de 5 anos atrás (2001), quando duas amigas (a Mónica e a Sara), numa conversa informal, se lembraram de pegar nas suas aprendizagens e experiências musicais até aí desenvolvidas noutros projectos e formar um novo projecto de percussões só com mulheres.

Os recursos eram poucos e o dinheiro também, mas as ideias não paravam se surgir, e assim, começaram a surgir os primeiros temas de percussão, com instrumentos convencionais, com outros menos convencionais, e também construindo os seus próprios instrumentos.

As duas sozinhas pouco podiam fazer, e rapidamente o dueto passou a trio e logo a seguir a quarteto, com a entrada da Joana e da Tânia, que vieram enriquecer o projecto com as suas ideias e experiências.

Pouco tempo depois as Tucanas deram o seu primeiro espectáculo, no bar do “Teatro A Barraca”, onde contaram com a participação de André Ventura que deu ao espectáculo um pouco de melodia, através da sua gaita-de-foles e de outros instrumentos de sopro… A aceitação de quem viu foi grande, e assim a vontade de continuar a trabalhar ficou ainda mais aguçada.

Continuaram a surgir temas, instrumentos, ideias e engenhos, porque quatro cabeças pensam muito melhor que duas, mas cada vez sentíamos mais falta do elemento melódico!!!

Começamos à procura de um 5º elemento feminino, que nos trouxesse a melodia. Foi então que apareceu a Xana, cujo contacto surgiu por intermédio de amigos, e que trouxe uma enorme mais valia para o grupo, compondo as nossas primeiras canções, trazendo a sua voz e ajudando-nos a descobrir a nossa voz também, pois as Tucanas até aqui viviam apenas do ritmo.

As Tucanas contaram com esta formação (Mónica, Sara, Joana, Tânia e Xana), até ao ano de 2005, e foi neste ano que a nossa Joana decidiu partir para uma nova aventura por terras africanas, e mais tarde a nossa Xana decidiu iniciar um novo ciclo na sua vida e partir para novas aventuras também.

Foram muitas e boas as coisas que passámos juntas, alimentando e dando forma e cor a este projecto, as Tucanas.
Foram inúmeros os concertos que demos juntas, em Portugal e além fronteiras, os temas que compusemos, as pessoas que conhecemos e com quem trabalhámos, as risadas que demos e algumas lágrimas que de vez em quando também surgiam, porque só mulheres já se sabe!!!...

Não nos podemos esquecer também do Verão de 2005, altura em que a Joana saiu das Tucanas e a Sara estava à espera que o seu bebé nascesse a qualquer momento. Nesta altura contámos com a participação da Margarida por alguns meses, que muito se empenhou para aprender o nosso espectáculo e assegurar os concertos que iam aparecendo.

Recentemente as Tucanas sentiram necessidade de iniciar uma nova viagem, de procurar e percorrer novos caminhos.

Foram então, tal como no início, em busca de novos elementos para integrar o projecto. E mais rápido do que esperávamos apareceram a Cláudia e a Marina que nos ajudaram a renascer, uma vez que estávamos a passar uma fase um bocadinho adormecida. A Cláudia veio cheia de energia, trazendo a sua voz quente e a sua vontade de aprender, e a Marina trouxe-nos o seu maravilhoso acordeão, sem o qual já não nos imaginamos.

As Tucanas ficaram então durante alguns meses com esta formação (a Mónica, a Sara, a Tânia, a Cláudia e a Marina), mas já sabendo que “mais dia menos dia” a nossa Tânia iria também partir para uma nova aventura!!!

Foi então, no mês de Outubro, que a Tânia deixou as Tucanas para se dedicar mais afincadamente aos seus estudos e à descoberta de novos caminhos.

A saída da Tânia trouxe-nos a Catarina que veio decidida e empenhada, trazendo-nos a sua voz o seu ritmo e um novo elemento: “a sua dança”… Que bom!!!

Estamos então, novamente “em estado de graça”… Como se estivéssemos a começar de novo, com uma boa energia calma e serena e uma boa vibração fresca e sã... Sentimentos de quem aprendeu nestes 5 anos de estrada e tirou o lado bom daquilo por que passou.

Termino aqui esta história, que espero que na vida real esteja longe de terminar…

Beijinhos ritmados das Tucanas (Janeiro 2007)