A ALDEIA DAS 4 CASAS - COMPANHIA DO CHAPIT

DOM 02 MAR 16H00

TEATRO | 2,5€ C/ ENTRADA LIVRE DE UM ACOMPANHANTE ADULTO POR CRIANÇA
PASSE 2.º FIM-DE-SEMANA SÓ(R)RIR | 15€
PASSE GERAL SÓ(R)RIR | 25€
ENTRADA DE UM ADULTO C/ UMA CRIANÇA POR PASSE
(PASSES C/ LUGARES NA 2.ª PLATEIA OU BALCÃO PARA SKETCHES DOS MONTY PYTHON)
EVENTO INFÂNCIA / FAMÍLIA [1.º DOM. MÊS] | 45 MIN. | M/4


www.chapito.org
Baseado numa história de: Inês Pupo
Encenação: Gina Tocchetto
Assistência de encenação: Jaqueline Momesso
Interpretação: Leonor Cabral, Patrícia Adão Marques, Pedro Luzindro
Cenografia: Paulo Mosqueteiro
Figurinos: Flávio Tomé e Paulo Mosqueteiro
Banda Sonora: Gonçalo Pratas
Desenho de Luz: Paulo Cunha


Quatro casas fazem uma aldeia.
Quatro discussões fecham quatro casas.
Quatro chaves desaparecem.
Um miúdo sobe até à Lua, por causa de uma canção.
A Lua fala, e não é pouco!
Esta é a história do Joaquim Plutão.



Última criação para a infância da Companhia do Chapitô, A Aldeia das 4 Casas, possui um sentido de humor refinado e a sua linguagem é de uma extrema riqueza cénica e narrativa, respeitando na íntegra a inteligência e sensibilidade das crianças e do seu mundo. É no fundo, um trabalho que convida a aprender através do "Jogo teatral" e da expressão artística.

Na Aldeia das 4 Casas, os habitantes deixaram de comunicar e passam a vida a refilar. O Joaquim Plutão, quer mudar a situação, mas ninguém lhe dá ouvidos…
Pede ajuda à Lua, que lhe fala dos anciãos que nela habitam.
Os anciãos ouvem o pedido do Joaquim Plutão, e descem à aldeia para lhes dar uma lição.
Os velhos sábios, que comandam tudo o que acontece, no nosso planeta e nos outros, fecham as 4 casas, e guardam a chave na Lua.
O Joaquim sente-se responsável pela situação e logo se propõe a construir uma escada que o leve até à lua para trazer as chaves de volta.
Os habitantes da Aldeia desconfiam, mas depois, quase sem querer, acabam por ajudá-lo. Enquanto esperam pelo viajante, os habitantes juntam-se e conversam, como não faziam há muito tempo…
Conseguirá o Joaquim trazer de volta as chaves? Será que volta desta viagem? Conseguirá abrir as 4 Casas?
Regressa sim!!!
E é recebido pela Aldeia em festa, com todas as portas abertas…


CANÇÃO DOS ANCIÃOS DA LUA
QUATRO CASAS, TANTOS NOMES,
TRÊS MIL ZANGAS POR SEGUNDO!
UMA ALDEIA, NENHUM SONHO,
ESTE POÇO NÃO TEM FUNDO.
BATEM QUATRO BADALADAS,
QUATRO HORAS, NOITE ESCURA.
O SILÊNCIO BATE PALMAS,
MAS É SOL DE POUCA DURA…
VAMOS CONTAR UM SEGREDO,
PODES NÃO PERCEBER NADA…
DORME E NÃO FIQUES COM MEDO,
ACORDA COM UMA CHARADA:
UMA ÁRVORE DE FRUTO
QUE ESTÁ MESMO AQUI AO PÉ,
UMA CERCA DE MADEIRA,
A MAIS ALTA CHAMINÉ!
COMEÇAS A ASSOBIAR
E UMA ANTENA SAI À RUA…
QUANDO TUDO ESTIVER PRONTO,
A ESCADA MAIS ALTA É TUA!
JÁ PODES CHEGAR À LUA!


A COMPANHIA DO CHAPITÔ

A Companhia do Chapitô é por excelência um espaço que convida a experimentar, inventar e criar, é nesta linha que tem desenvolvido um Teatro para a Infância, onde todos são mestres e aprendizes, procurando o enriquecimento criativo não só dos jovens, como dos adultos.
Desde 2003, tem-se vindo a constituir como um laboratório, abrindo as portas a novos e jovens artistas (autores, dramaturgos, actores, bailarinos, músicos, cenógrafos, figurinistas) de diversificadas linhas criativas procurando enriquecer e desenvolver uma linguagem que traduza o respeito pela sensibilidade das crianças e o seu direito à cultura, um teatro que integra uma série de linguagens sem desprezar a sua, que é a da magia absoluta.
Sensibilizar o público infantil para o teatro é para nós, um compromisso e um desafio, as criações para a Infância da Companhia do Chapitô procuram contribuir para que o gosto por esta forma artística desperte e se desenvolva em pleno. Como profissionais de Teatro sabemos que as linguagens possíveis são tantas quanto o número de peças a serem escritas, encenadas e representadas.
O nosso Teatro para a Infância é criança: brinca, pensa, imagina, sonha e faz sonhar…


A EQUIPA

Autora

Lembro-me bem das histórias que os meus pais e a minha avó me contavam, para eu adormecer.
Quando aprendi a ler, lia todos os cartazes que via na rua, todos os anúncios, todos os nomes dos livros que havia em minha casa.
Lembro-me do primeiro dia em que a minha professora da primária me deixou escrever com caneta – uma bic!
As histórias que já ouvi e li fazem-me companhia quando ando na rua, quando acordo alegre ou triste, quando estou à espera de entrar para o dentista… E fazem com que eu sinta uma vontade enorme de escrever outras histórias, que façam companhia a quem quiser.
Inês Pupo

Encenadora

Foi no galho mais forte de goiabeira lá de casa que inventei ser princesa, mãe, índio, filha do vento; foi lá, em noites de lua cheia, que percebi querer ser actriz, viver as vidas que não eram as minhas, e bailarina, para voar pelo espaço e não apenas caminhar nele.
Mas foi depois de ser actriz que descobri um outro prazer: encenar. Pegar num texto de autor, misturá-lo com os gestos e falas dos actores, vesti-los com roupas que o artista criou, fazê-los relacionar com os objectos que o aderecista inventou. Ajustar a música do compositor e pedir ao iluminador que imaginasse a melhor forma de evidenciar a movimentação do palco. Em suma, pegar nuns ingredientes e juntá-los equilibradamente de forma a surgirem vida e histórias.
Gina Tocchetto