A BBLIA: TODA A PALAVRA DE DEUS (DUMA ASSENTADA)

SB 06 DEZ 22H00

TEATRO | 1.ª PLATEIA 12€ | 2.ª PLATEIA 10€ | BALCÃO 8€
BILHETES À VENDA NO CINE-TEATRO, E ONLINE EM WWW.PLATEIA.PT E WWW.TICKETLINE.PT E NOS CTT
COMÉDIA | 135 MIN. [C/ INTERVALO] | M/12

The Bible: The Complete Word of God (abridged) de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor
Encenação: Juvenal Garcês
Interpretação: Pedro Luzindro, Pedro Saavedra, Ricardo Cruz
Encenação: Juvenal Garcês
Tradução: Célia Mendes
Adaptação: Célia Mendes
Cenografia: Ana Brum
Execução da estrutura "árvore da vida": António Cunha
Figurinos: Ana Brum
Desenho de Luz: Vasco Letria
Desenho de Som: Sérgio Silva
Adereços: Ana Brum, Patrícia Raposo
Assistência de Cenografia: Patrícia Raposo
Assistência de Figurinos: Patrícia Raposo
Contra-Regra: João Marta, Patrícia Raposo
Produção: Companhia Teatral do Chiado

A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada) de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, é um espectáculo que irá certamente pôr todos os portugueses a rir a bandeiras despregadas, e que resulta duma leitura muito particular (mesmo!) e divertida dos principais episódios narrados nos Livros Bíblicos, do Génesis ao Apocalipse. Esta nova encenação de Juvenal Garcês, com as representações duma velocidade de cortar a respiração de Pedro Luzindro, Pedro Saavedra e Ricardo Cruz, desmistifica sem desrespeitar e parodia sem satirizar algumas das principais questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo cristianismo, pedindo apenas ao público uma "suspensão da seriedade e uma entrega sem pudor ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à qualidade irrepreensível das interpretações".

Uma comédia de bradar aos céus!!!

 

A Companhia Teatral do Chiado apresenta a sua mais recente produção – A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada) –, uma comédia hilariante que, como o próprio nome deixa adivinhar, nos presenteia com uma transposição para o palco dos episódios mais significativos dos textos bíblicos. Do Génesis ao Apocalipse, os actores Pedro Luzindro, Pedro Saavedra e Ricardo Cruz dão vida às personagens mais famosas da Bíblia, de Moisés à Virgem Maria, de David a Isaac, dos Reis Magos a Salomé.

Na esteira de espectáculos como As Obras Completas de William Shakespeare (em 97 minutos), esta nova encenação de Juvenal Garcês pretende pôr o público português a rir mas também a pensar sobre algumas das questões mais pertinentes acerca da Bíblia, de Deus e do culto dos livros sagrados: o Dilúvio aconteceu mesmo? Deus é homem ou mulher? Porque é que o Deus do Antigo Testamento parece ser um Deus vingativo e o Deus do Novo Testamento é um Deus misericordioso? Porque é que, na Última Ceia, Jesus e os apóstolos estão todos sentados do mesmo lado da mesa? Sem nunca cair na satirização ou no desrespeito pelo religioso, A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada) convida o espectador a encarar os textos bíblicos e as questões que estes encerram com uma gargalhada e uma boa dose de sentido de humor.
Extremamente bem escrita por Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, esta obra é ideal tanto para o espectador que não conhece ou que pouco sabe sobre a Bíblia como para o que já leu todos ou a maioria dos livros nela contidos. O primeiro sairá mais conhecedor dos episódios bíblicos, mas ambos terão aprendido – espera-se – a fazer acompanhar a leitura dos textos bíblicos de um sorriso de orelha a orelha. Para assistir a este espectáculo é, de facto, necessário proceder à suspensão da seriedade, da sisudez moral e das leituras dogmáticas da Bíblia e permitir uma aproximação mais leve mas nem por isso mais leviana dos textos sagrados.

A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada)
é, sem dúvida, um espectáculo irreverente, quanto mais não seja por, contrariamente ao disposto por Aristóteles na sua Poética, aplicar a máscara da comédia – feita à medida dos homens inferiores – à face e às narrativas das personagens bíblicas, feitas muito mais à medida da tragédia, considerada uma arte superior. É, pois, a arte da comédia, dominada com perícia em A Bíblia (sintetizada), que permite uma democratização do palco, colocando ao nível do comum e usual o que normalmente se encontra associado ao mitológico e sagrado. É esta aplicação do género dramatúrgico da comédia aos textos da Bíblia que, na sua irreverência de aparente desadequação, acabam por tornar o riso impossível de conter, restituindo à comédia o seu justo título de arte superior.
Há, de facto, por parte do encenador e das interpretações do extraordinário trio de actores, um convite à desconstrução do discurso sobre o sagrado, através de uma paródia que deixa sobre a mesa problemas relacionados com a construção, interpretação e articulação dos vários livros que compõem a Bíblia. O público é convidado a deixar aberto o terreno à dúvida e ao questionamento, sem nunca ser forçado a dar soluções de que não dispõe e sem nunca ser confrontado com respostas às quais pode eventualmente não aderir. Não se trata, portanto, de um espectáculo de ataque à Igreja ou de desmistificação do sagrado, mas antes de um convite a uma abordagem risonha dos textos da Bíblia.
A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada) é, pois, uma grande comédia, no melhor sentido do termo: ainda que se encontre permeada de comicidade, não convida à piada brejeira nem ao riso fácil. O intuito de Juvenal Garcês e da Companhia Teatral do Chiado não é nem nunca será o de fazer rir por rir, como exercício físico de ginástica muscular, mas sim o de provocar o riso pensante, o riso como exercício de ginástica intelectual.
Como lembra o crítico de arte Rubens Ewald Filho, “Morrer é fácil, difícil é fazer comédia”. Difícil será, sem dúvida, mas a comédia é já uma linguagem familiar e destramente dominada por esta fabulosa companhia de teatro que não descansará enquanto não puser a rir todo o país.

Célia Mendes
Tradutora de As Obras Completas de William Shakespeare (em 97 minutos), de Ensaio Geral e de A Bíblia – Toda a Palavra de Deus (sintetizada) e leitora do Instituto Camões na Universidade de Otago, Nova Zelândia


A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada) – eis o título da nova produção da Companhia Teatral do Chiado, um espectáculo de comédia hilariante, dirigido e encenado por Juvenal Garcês, que promete pôr todos os portugueses a rir a bandeiras despregadas. Da autoria de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, este espectáculo resulta duma leitura muito ‘particular’ dos textos da Bíblia e apresenta uma versão condensada dos principais episódios narrados nos livros bíblicos, do Génesis ao Apocalipse. Sem nunca perderem o humor, Pedro Luzindro, Pedro Saavedra e Ricardo Cruz encarnam, numa velocidade de cortar a respiração, as cenas mais emblemáticas da Bíblia, da criação do Homem ao sacrifício de Isaac por Abraão, do dilúvio e da Arca de Noé aos milagres de Jesus Cristo, passando pelo duelo entre David e Golias, Moisés e as Tábuas dos Mandamentos e a viagem dos Reis Magos, entre muitos outros.
De uma irreverência e comicidade inigualáveis, num estilo a que Juvenal Garcês e a Companhia Teatral do Chiado vêm habituando desde há muito o seu público, este espectáculo oferece uma reflexão condimentada de muito humor sobre algumas das questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo Cristianismo, desmistificando sem desrespeitar, parodiando sem satirizar. Este espectáculo pede do público o que o teórico da comédia Neil Schaeffer descreve como uma suspensão das regras segundo as quais vivemos: as leis da natureza, as restrições da moralidade, o pensamento lógico, as exigências da racionalidade. O que A Bíblia (sintetizada) pede, à semelhança aliás do êxito As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos, da mesma equipa de autores, é, pois, uma suspensão da seriedade e uma entrega sem pudores ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à irrepreensível qualidade das interpretações.

 

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