PTOLOMEU E A SUA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAO

SB 18 ABR 22H00

DE TCHALÊ FIGUEIRA, PELO TEATRO ART’IMAGEM

100CENAS

TEATRO | 4€
PASSE GERAL 100CENAS | 16€
PASSE 2 FINS-DE-SEMANA 100CENAS | 12,5€
PASSE ART’IMAGEM: HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA [5ABR.]+ PTOLOMEU | 5€

COMÉDIA | 110 MIN. | M/16

Texto: Tchalê Figueira
Dramaturgia e encenação: José Leitão
Interpretação: Flávio Hamilton e Valdemar Santos
Direcção de movimento e sonoplastia: Tilike Coelho
Direcção plástica e cartaz: Fátima Maio
Espaço cénico: José Leitão, Fátima Maio e José Lopes
Desenho de luz: Leunam Ordep
Execução cenográfica: José Lopes
Operação técnica: Ricardo Santos
Design gráfico: Caderno
Fotografia: Marcos Araújo
Vídeo: Miguel Ruben
Produção executiva: Claúdia Silva
Assistente de produção: Carina Moutinho
Direcção de produção: Jorge Mendo
Direcção artística Teatro Art. Imagem: José Leitão

Ptolomeu Rodrigues é um aventureiro cabo-verdiano que celebra a epopeia secular de um povo. Ao longo da narrativa ele evade-se da sua ilha e vamos encontrá-lo nos portos da emigração cabo-verdiana.
Um percurso onde Ptolomeu, qual Corto Maltese, nos convida a segui-lo, em viagens ao passado, aos desvarios sexuais, ao encontro milagroso com os obreiros da independência de Cabo-Verde, os candongueiros e as revolucionárias do IRA e do País Basco, em terras da Holanda, Alemanha, Irlanda, Rússia, Argentina ou Brasil.

Ptolomeu Rodrigues é um marinheiro cabo-verdiano que celebra a epopeia secular do seu povo, evadindo-se da sua ilha, ainda muito novo. Navega por todos os mares do mundo e convive com galdérias e prostitutas, malandros, candongueiros e chulos, marinheiros e outras gentes do mar. Define-se como "um preto bem vestido" e está sempre pronto a "mostrar o seu orgulho de macho, bem apetrechado". Acompanhamo-lo então por Roterdão onde convive com os seus compatriotas emigrados, viaja de barco entre a Holanda e a Irlanda, onde encontra duas militantes revolucionáras da ETA e do IRA, estamos num bordel do Ferrol, na Espanha de Franco "um fascista que nem ao menino jesus interessa", atravessamos as ruas geladas de Vladivostoque, na Sibéria, então a Guantânamo soviética, onde o nosso herói é preso e torturado depois de ter feito amor, ao mesmo tempo, com três "meninas" russas, acontecendo-lho "uma erecção jamais vista". Enviado sob escolta para Berlim Oriental, aí é salvo pelos obreiros da independência da sua terra, antes "colónia dos fascistas tugas". Vai ainda dançar o tango a Buenos Aires numa Argentina sob o poder dos generais e finalmente chega à Baía de Todos os Santos, em São Salvador, onde se apaixona...

Interpretada em tom de comédia, esta é uma peça de teatro em que os actores, num ecléctico e multifacetado jogo de personagens e utilizando uma linguagem crua e descomplexada, nos vão contando, às vezes com uma boa dose de cinismo, histórias deste aventureiro dos sete mares que, aparentemente, só nos fala e de umaforma despudorada, das suas picarescas proezas sexuais.
Porém, as aparências (e o Teatro) iludem, porque a peça é, afinal, uma bela história de vida que nos fala de um grande amor perdido e de uma nova amizade conquistada. Ptolomeu aprendeu muito por esse mundo fora e dá-nos a conhecer episódios e acontecimentos políticos e sociais de que é testemunha.
É por isso que o Teatro é um lugar de futuro, nele se encontra, também, a memória dos homens.

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