CTE recebe Um gesto que no passa de uma ameaa, de Sofia Dias e Vtor Roriz

SB 12 NOV 22H00


Sofia Dias e Vítor Roriz direcção, texto e interpretação
Sofia Dias som
Catarina Dias colaboração artística (imagem cenográfica)
Lara Torres figurinos
Nuno Borda d’Água direcção técnica e iluminação
CTE | 5€ | 50MIN. | M/6


Depois de terem sido distinguidos com o Prix Jardin d’Europe, no Festival Internacional de Dança Contemporânea e Performance de Bucareste, os bailarinos e coreógrafos Sofia Dias e Vítor Roriz levam ao Cine-Teatro de Estarreja Um gesto que não passa de uma ameaça, trabalho que mereceu essa condecoração na capital romena.

Sofia Dias e Vítor Roriz são já considerados a mais entusiasmante dupla de coreógrafos portugueses da actualidade, por todo o trabalho que têm vindo a desenvolver. Juntos desde 2006, Sofia Dias e Vítor Roriz exploram um movimento muito particular, que procura enfrentar convencionalismos. Os coreógrafos gostam de explorar a espontaneidade dos corpos, assim como utilizam as compulsões quotidianas como instrumentos criativos.

Essas tendências estão bem patentes neste Um gesto que não passa de uma ameaça. Aqui, Sofia Dias e Vítor Roriz procuram uma aproximação ao método caótico segundo o qual a nossa mente funciona, assumindo a palavra como um corpo que sujeitam às mesmas lógicas de composição dos movimentos. Ou seja, os dois coreógrafos e bailarinos conseguem retirar o significado às palavras, dando-lhes a sua expressão máxima – em potência, sonoridade, ritmo e movimento. Em Um gesto que não passa de uma ameaça soltam-se os modelos, sistemas e hierarquias, que orientam a experiência humana, numa peça descrita por Luísa Roubaud como um “brainstorming motor, mental e verbal”, onde a palavra e o movimento andam de mãos dadas.

Distinguida no passado mês de Outubro com o Prix Jardin d’Europe em Bucareste, um dos mais importantes prémios na área da dança contemporânea e performance para artistas emergentes, Um gesto que não passa de uma ameaça mereceu quatro de cinco estrelas e excelentes críticas por parte dos oito membros do júri. A componente poética da coreografia e a combinação entre psicologia e criatividade foram bastante apreciadas. Para o júri, “o trabalho dos coreógrafos portugueses foi minuciosamente repensado e teve uma investigação detalhada da palavra, da voz e da corporização do som.”

Sofia Dias e Vítor Roriz são bailarinos e coreógrafos independentes a colaborar desde 2006 na pesquisa e concepção de vários trabalhos de dança, apresentados em Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça. Além deste Gesto que não passa de uma ameaça (2011), Sofia Dias e Vítor Roriz apresentaram já outros trabalhos como 25, Visegradska (2006), Under(the)line (2006), Sand Castle (2007), Involuntariamente (2007), Again from the beginning (2009), Unfolding (2009) e O mesmo mas ligeiramente diferente (2010).




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