GRUPO CORAL DA JUSTIA

SB 21 JUN 21H30

MÚSICA | 1.ª PLATEIA 12,5€ | 2.ª PLATEIA E 1.º BALCÃO 10€ | 2.º BALCÃO 5€
150 MIN.
ESPECTÁCULO DE BENEFICÊNCIA ORGANIZADO PELA FUNDAÇÃO CÓNEGO FILIPE DE FIGUEIREDO COM VISTA À ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A CONSTRUÇÃO DO CENTRO SOCIAL N.ª SR.ª DO AMPARO

 

 O Grupo Coral da Justiça [GCJ] é uma Associação Cultural que iniciou a sua actividade em 1984 no Palácio da Justiça do Porto e que tem por objectivos, entre outros, a interpretação e a difusão da música coral e instrumental e do canto e dança populares.
 
Um pequeno grupo de Juízes, hoje Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, descobriu na música, como que por encanto, a arte de suavizar a dureza das suas absorventes profissões. Sentiu necessidade de criar um espaço onde não se falasse de processos, acções, sentenças, acórdãos, tribunais... e que nesse espaço florescesse a "descompressão", a solidariedade, a tolerância, o entretenimento, a amizade. Criou esse espaço e encheu-o de música. E foi, assim, que no Porto "Justiça" e "Música" passaram a andar de mãos dadas. Foi, assim, que no Porto nasceu o GCJ, hoje constituído por Magistrados Judiciais e do Ministério Público, Advogados, Notários, Solicitadores e Funcionários Judiciais.
 
O Coro actuou pela primeira vez em 1984 na abertura solene do Ano Judicial no Palácio da Justiça do Porto. E, de então para cá, o GCJ nunca mais parou. Do Minho ao Algarve, passando pelos Açores e por alguns países da União Europeia, a todos tem levado um abraço amigo e, com ele, o canto, a música, a poesia, a dança, a amizade, a alegria, por vezes, um tanto irreverente [ou não fossem os seus componentes jovens dos 30 aos 70, muitos dos quais passaram pela Academia de Coimbra e pelos seus Organismos Culturais!].

O GCJ tem quatro componentes Coro, Grupo Instrumental, Grupo de Cantares e Danças Regionais, Declamação de Poesia, que actuam, como nesta circunstância, em conjunto [fazendo espectáculos completos] ou com alguma ou algumas das suas componentes. Tem colaborado com Instituições Culturais e de Assistência, Autarquias [Pelouros da Cultura] e em diversas Manifestações Culturais, como Congressos [Advogados, Solicitadores, Médicos, Psicólogos], apresentações de livros etc. etc.

O GCJ tem recebido apoio de muitas Entidades. Mas o seu grande apoiante, quer em estímulos, convidando-o para intervir em algumas Sessões Culturais, quer em meios materiais, que muito têm facilitado o desenvolvimento da sua actividade cultural, tem sido o Ministério da Justiça, através dos seus sucessivos Ministros. O mesmo tem acontecido com a Procuradoria-Geral da República. O Tribunal da Relação do Porto, a Procuradoria Distrital e a Administração do Palácio da Justiça têm facultado também os meios necessários para a sua instalação e funcionamento.
 
Até 1993 o GCJ, pelas suas características próprias, era único no país. Nesse ano formou-se em Lisboa, e no Tribunal da Relação desta cidade, o "CORELIS" [Coro da Relação de Lisboa] o que muito satisfez o GCJ por verem que a semente disseminada havia germinado e dado frutos. São muito cordiais as relações entre os dois organismos que já actuaram, mais do que uma vez, em conjunto.
 
O desânimo não conhece o GCJ. É que, no seu dia a dia, temos sempre presente um pensamento do grande historiador Alberto Sampaio que adoptaram como lema do Grupo e que aparece em todas as páginas: "nunca se perde tempo com aquilo que amamos". Todos os elementos do GCJ sentem que não perdem tempo quando dedicam os seus tempos livres ao canto, à música instrumental, à poesia, à dança popular. Todos sentem que não estão a perder tempo quando convivem uns com os outros, quando fazem da amizade a sua grande riqueza.

O GCJ editou em meados de 2001 um CD que constitui um marco histórico na vida da Associação.


"Tive já o privilégio de ouvir o Grupo Coral de Justiça e fiquei seu admirador rendido.”
Dr. Jorge Sampaio, ex-Presidente da Republica


UM POUCO DE HISTÓRIA ...
 
Coro


Era o ano de 1984…

O actual Juiz Conselheiro Pereira da Graça teve uma ideia. Ao desenvolver o estudo das 50 obras de arte que se encontram no Palácio da Justiça do Porto descobriu a presença entusiasmante de várias pessoas ligadas à Justiça com talento nos mais variados campos culturais. Porque não as agregar?

A ideia depressa germinou. E os apoios, sugestões e manifestações de disponibilidade não se fizeram esperar.

O actual Juiz Conselheiro José Dias Pereira Girão disponibilizou-se de imediato para ensaiar e dirigir um coro misto.
 
Os actuais Juízes Conselheiros Nuno Sampaio da Nóvoa e Mário Ribeiro apadrinharam a ideia e puzeram também mãos à obra que começou a ganhar corpo, a nascer rapidamente.

O actual Juiz Conselheiro Fernando Brochado Brandão – sócio honorário do GCJ e então Presidente da Relação do Porto – aderiu logo ao projecto e disponibilizou espaço no Palácio da Justiça para a sede e para os ensaios.

Afixaram-se anúncios no átrio do Palácio, sendo enorme e generosa a adesão das pessoas.

Em Maio desse ano fez-se o primeiro encontro dos candidatos a coralistas. Fizeram-se exames às vozes e começaram os ensaios. E em Outubro … lá estava o coro a fazer a sua apresentação na abertura solene do ano judicial. Foi um sucesso…ficando para trás a superior indiferença com que todos os elementos reagiram aos preconceitos medíocres da época.
 
Grupo Instrumental


Cedo se desenvolveu uma parte de variedades com interpretações de várias peças cantadas pela soprano Filomena, acompanhada ao violino pelo Dr. Pereira da Graça e ao piano pela D. Maria José Lopes Cardoso.
 
Os Drs. Pereira da Graça e Sampaio da Nóvoa, actuais Conselheiros, formaram um dueto de bandolins que foram a génese do actual Grupo Instrumental que tem vindo a crescer – em quantidade e qualidade – sendo hoje constituído por três violinos, três bandolins e duas/três violas e uma flauta. A maior parte dos seus elementos pertenceu à Tuna Académica da Universidade de Coimbra e à Associação dos Antigos Tunos daquela Universidade. Participaram no CD do GCJ e foram convidados pelo Corelis [Coro da Relação de Lisboa] para participar no CD desta Associação editado em 2002.
 
Danças e Cantares

Entretanto, e para que o espectáculo fosse mais completo, o Procurador Geral Adjunto Dr. Gil Almeida e o Advogado Dr. António Natário começaram a pensar num grupo de cantares populares e danças regionais. A ideia germinou e veio a desenvolver-se e consolidar-se com o Advogado Dr. Normando Machado que hoje dirige com talento o actual Grupo de Cantares e Danças Regionais. Vários dos seus elementos fizeram parte do GEFAC [Grupo  de Etenografia e Folclore da Academia de Coimbra].

Em Abril de 1991 este Grupo efectuou uma digressão aos Açores, efectuando cinco espectáculos nas Ilhas de S. Jorge, Terceira e S. Miguel.
 
Maestros

Durante as primeiras dezasseis actuações o Coro foi dirigido pelo Juiz Conselheiro José Pereira Girão, que lhe deu o ser e emprestou grande dinâmica e entusiasmo. Ao Sr. Conselheiro - e nosso bem lembrado sócio honorário - a direcção do GCJ presta rendida e merecida homenagem.

A partir de 1987 – e já lá vão 15 anos! – o Coro passou a ser dirigido pelo Solicitador Joel Marques com um empenho, talento e persistência extraordinários e uma grande dose de paciência. Obrigado, Sr. Joel.

Actuações

De 1984 até à data o GCJ fez cerca de 150 actuações. Dentre essas merecem ser destacadas: Supremo Tribunal de Justiça [duas vezes], Palácio da Justiça do Porto [várias vezes], Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira, Sala Medieval do Castelo da mesma cidade, Centro de Estudos Judiciários em Lisboa, Câmara Municipal do Porto, Conservatório de Música do Porto, Igreja de S. Vicente de Fora em Lisboa, Tribunal da Relação do Porto [comemorações dos 400 anos] Rádio Televisão Portuguesa, Teatro de S. João do Porto [conjuntamente com a Tuna dos Antigos Tunos e Orfeão dos Antigos Orfeonistas, ambos da Universidade de Coimbra], Coliseu do Porto, Teatros Sá da Bandeira e Rivoli no Porto, Salão Árabe do Palácio da Bolsa, Universidade Católica em Lisboa e Porto, Aula Magna da Universidade de Lisboa, Catedral de Tuy [Espanha] etc ...

Em 1992 o GCJ efectuou uma digressão à Bélgica [Bruxelas], Luxemburgo e França [Paris e Estrasburgo] que ficou na memória e retina de todos, digressão essa que se ficou a dever, essencialmente, ao grande empenho e entusiasmo do então Presidente da Direcção Dr. Nuno Sampaio da Nóvoa.