Atravs de um monlogo, Maria Joo Lus regressa ao drama do passado

Tera, 19 de Novembro, 2019

Maria João Luís sobe ao palco do Cine-Teatro de Estarreja, este sábado, dia 23, às 21h30, com o monólogo “Ermelinda do Rio” que retrata a dimensão dura e crua das cheias de 1967. 50 anos depois, 45 após a queda da ditadura que não quis que a tragédia falasse da sua real dimensão, “é ainda uma história mal contada da maior catástrofe natural vivida em Portugal, desde o terramoto de 1755.” 

“Nocturno para voz e concertina” é o subtítulo do testemunho dorido de quem perdeu grande parte da família nesta catástrofe. As cheias do tejo a 26 de novembro de 1967 no ribatejo e arredores de Lisboa, que terão causado 700 mortos, serviram de inspiração para João Monge escrever um poema narrativo, na voz de uma menina e da mãe que numa noite de chuva, como tantas outras, ficaram com o mundo virado do avesso.

Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveram àquela noite de novembro, porque viviam numa zona alta em Alhandra, mas 30 dos seus familiares, desapareceram nessa noite.  “Ermelinda do Rio” é assim, um poema vivido pela atriz, que ela própria encena, numa autoexpiação dos seus fantasmas, que ainda hoje a visitam de tempos a tempos. 

No domingo, dia 24, é tempo de celebrar o 45.º aniversário do Clube Cultural e Desportivo de Veiros (CCDV). A Orquestra do CCDV apresenta um espetáculo de música ligeira, onde as sonoridades pop e rock serão rainhas. Esta grande festa conta com a participação dos alunos do Curso Profissional de Instrumentista de Cordas e de Tecla da ART´J – Escola Profissional de Artes Performativas da JOBRA. Para assistir às 15h.

É já um dos filmes para adultos mais lucrativos de sempre e estreia este domingo, às 21h30, na tela do CTE. Com realização de Todd Phillips e com a impressionante interpretação de Joaquin Phoenix, “Joker” conta a origem do famoso vilão de Batman. O filme é passado em Gotham City, no início dos anos 80, e apresenta o vilão numa altura em que lutava para ser um comediante conhecido como Arthur Fleck.